• Josi Paganini

Histórias das Mulheres, Histórias feministas

“Parece óbvio, mas nunca pensei em mulheres impressionistas”. “Como pode não sabermos da existência dessas artistas?” “Por que nunca vemos artistas mulheres nos museus? Onde elas estavam?” Essas são algumas das perguntas de quem passa pelas exposições “Histórias de mulheres: artistas até 1900” e “Histórias Feministas: artistas depois de 2000” disponível no MASP até dia 17 de novembro.


Histórias das mulheres, histórias feministas. Foto: Josi Paganini

As duas exposições reúnem artistas femininas dos séculos XIX e XXI e tem como objetivo trazer consciência para as obras dessas mulheres que nunca chegaram aos museus. São pinturas, tecidos, desenhos, instalações e muito mais. São obras que resgatam o trabalho dessas mulheres que foram silenciadas no mundo da arte.


A curadoria da exposição “Histórias de mulheres: artistas até 1900” é de Julia Bryan-Wilson, curadora-adjunta de arte moderna e contemporânea e reúne quase cem trabalhos, que datam do século 1 ao 19. Entre eles obras de Sofonisba Anguissola, que trabalhou para a corte espanhola no século 16, de Mary Beale, cujo marido foi seu assistente de ateliê, no século 17, de Elisabeth Louise Vigée Le Brun que ocupou o cargo de “primeira pintora” da rainha da França, no século 18, e de Abigail de Andrade, que ganhou uma medalha de ouro no Salão de 1884, no Brasil imperial.


Com 60 pinturas, 2 desenhos e 34 tecidos de diferentes épocas e origens, Histórias das mulheres destaca trabalhos para além das categorias tradicionais das belas artes, procurando oferecer perspectivas mais amplas e mais plurais.


Instalação de Santarosa Barreto, 2019 - História Feministas, MASP

Já a exposição Histórias Feministas: artistas depois de 2000” conta com mais de 30 artistas e coletivos que emergiram no século 21 e que trabalham com base em perspectivas feministas. São obras de artistas como Clara Ianni, Ana Pigosso, Nara Roesler e tantas outras.


Para a curadora, Isabella Rjeille, “A aproximação entre feminismo e arte é compreendida aqui como uma prática capaz de provocar fricções e diálogos trans-históricos e transnacionais, capaz de revirar e confrontar imaginários, histórias e narrativas apagadas, elaborar corpxs e sujeitxs como ferramentas de luta e transformação política, expor sistemas de poder que perpetuam hierarquias de gênero, raça e classe, e que mantêm tudo o que está relacionado ao “feminino” como sendo menor ou inferior”.


Obras como a instação da artista Santarosa Barreto levantam o debate da imagem na mulher brasileira na exterior e como ainda somos vistas como mercadoria. Outras como o grafite sobre papel Desenho de classe 6 da artista Clara Ianni nos incentiva a pensar sobre o papel das empregadas na nossa vida em sociedade. Destacando a inversão na relação entre distância percorrida e ganho salarial. São obras que incitam o debate e questionam tanto o papel da mulher na sociedade, como seu papel na arte.


Para quem é ou vai estar em São Paulo anota ai:


A exposição fica aberta até 17 de novembro de 2019

Você pode comprar seu convite pela site: https://www.masp.org.br

Os convites custam até R$40 inteira / R$20 meia

Toda terça-feira as entradas são GRATUITAS.

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